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As mudanças

27.10.17

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Às vezes gostava de não ser uma millennial e olhar para um emprego como a segurança de uma vida estável para criar filhos e comprar casa, carro e viver feliz nessas condições. Pois... mas como comecei por dizer, sou uma millennial.

Desde muito cedo que soube que teria de trabalhar em algo que me desafiasse mas que não fosse constante. Ser designer dava-me a liberdade de poder mudar a cada projeto e é isso que me faz adorar a minha profissão ainda hoje.

Mas neste momento são tantas mais as coisas que também quero fazer! Quero fazer serigrafia, quero ilustrar, quero tecer, quero pintar... Por vezes gostava de fazer reset e descansar um pouco, não pensar nas listas de afazeres que se acumulam. 

Mas não! Em vez disso, estou prestes a começar uma nova aventura. Cheia de medo, é certo! Mas vai tudo correr bem. Certo? 

Novidades em breve :)

 

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Desde que nasceste que o meu coração quase não cabe em mim de tão grande de amor que ficou. Mas quando choras fica do tamanho de uma ervilha. Quando ris, fica do tamanho de uma roda gigante.

Quando dormes com a cabeça encostada no meu peito, bate devagarinho para não te acordar. Quando jogamos à apanhada, bate a mil à hora só para ouvir a tua gargalhada.

Quando estás doente, desaparece. Quando ouve a tua voz ao longe, começa a tecer-se grande como a teia de um algodão doce.

Como tem tantos tamanhos, não sei em que caixa o posso colocar. Porque este será sempre o melhor presente que te posso dar, neste dia da criança ou em todos os outros da tua vida – o meu amor.

Feliz dia, minha criança.

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A questão do baptismo, para mim, é uma não-questão. Apesar de ser baptizada pela igreja católica, não sou praticante e considero-me uma pessoa não-religiosa por não me identificar na totalidade com nenhuma das várias doutrinas existentes e ter a ciência como resposta para a maioria dos acontecimentos terrestres.

 

No entanto, entendo e respeito quem tem fé e queira, com um nascimento de um novo membro na família, que este se inicie na religião na qual a família é crente.

 

Na minha adolescência, quando tudo estava errado (típico!), era um motivos de discórdia constante com os meus pais. "Porque é que me baptizaram? Não tive direito de escolha!" - como se isso tivesse feito uma enorme diferença na formação da minha personalidade - mas mais tarde acabei por me calar e hoje em dia, delicio-me a ver albúns antigos, entre os quais o do meu baptizado. Acredito que para quem seja religioso o significado de um baptismo seja bem diferente do meu, com um enorme valor sentimental, bem diferente do que apenas recordações fotográficas da infância.

 

No entanto, houve ainda um outro acontecimento que me faz, ainda hoje estar rodeada por vestidos, velas  e toalhas de baptizado. A minha mãe, teve em tempos uma loja de vestidos de noiva, baptizados e comunhões e o stock ainda existe. Por isso mesmo, decidi criar uma página com os artigos que ainda estão armazenados.

 

 

Dêem uma espreitadela na página de Facebook.

 

 

Pode ser que encontrem algo que vos agrade para os vossos petizes!

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T*

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As férias foram de campo. E como é bom vê-lo poder crescer assim. Rodeado de tudo o que me fez também a mim e ao João felizes na infância e que, pelo vistos, ele adora.

Correr por entre as ervas, brincar com o que a natureza tem, sem precisar de mais nada. E vê-lo cair para nem sequer olhar para trás à minha procura e logo de seguida estar de pé a correr novamente sem destino pelo caminho de terra fora.

T* 

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Não costumo celebrar o dia da Mulher porque faço parte da percentagem que acha que a igualdade de género tem de ser feita todos os dias. Mas os tempos que correm, fazem-me pensar.

Quando olho para a foto em cima, vejo a minha bisavó de pé, avental posto e penso - "_Que grande caminho já foi percorrido até aos dias de hoje...".

Quando olho para os meus dias enquanto mulher penso, tirou-se o avental - é certo - mas ainda há pelo menos mais 170 anos para haver a completa igualdade entre os genéros. Sou apenas uma geração de transição neste longo caminho a percorrer.

Feliz dia, mulheres de ontem, do hoje e do amanhã.

 

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03

01.03.17

cronicas_marco.png®Teresa Serrano 

Como gosto de pensar que os dias soalheiros estão a chegar, mesmo que ao olhar para a janela não seja esse o cenário que vejo.

Espero-te Primavera.

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O universo está em constante mudança, disso já todos nós sabemos. Desde as minhas aulas de ciências naturais, há vinte anos atrás, há menos um planeta no sistema solar e a Antártida insiste em derreter. 

Sou do tempo em que o Michael Jackson e a Madre Teresa de Calcutá eram vivos. Assisti em direto na TV ao embate do segundo avião nas torres gémeas. Comprei pastilhas por 5 escudos e maços de tabaco por 3,50 euros. Assisti à morte da disquete e ao nascimento dos tablets e smartphones.
São estas as frases que terei de dizer ao meu filho daqui a alguns anos, quando ele me começar a fazer perguntas sobre o Mundo.
Por essa razão, desde sexta-feira passada tento elaborar um discurso (coerente) sobre a eleição de Donald (que não é o pato) para presidente de umas das maiores potências mundiais, mas está a ser uma tarefa muito difícil. 
Como irei explicar a uma criança a importância da queda do muro de Berlim quando o Donald (que não é o pato) vai erguer um novo muro? Como conseguirei eu explicar, cronologicamente, a existência de um Obama antes de Donald (que não é o pato), eleito pelo mesmo povo? Como conseguirei explicar que, apesar da sua imensa fortuna, o Donald (que não é o pato) decidiu utilizar uma espiga de milho como capachinho? Como irei explicar a um ser humano ainda em "construção" que a rudez e o sensacionalismo não são virtudes, mesmo que ainda assim, consiga alcançar objetivos como ganhar as eleições? Como explicarei ao meu filho homem que as mulheres não são objetos, apesar da bela jarra azul (completamente ornamental) que está ao lado do Donald (que não é o pato) na sua tomada de posse?

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Como irei explicar ao meu filho que há guerras a acontecer no mundo porque os vários Donalds (e nenhum deles o da Disney) gerem países da mesma forma que jogam à batalha naval nos seus smartphones enquanto estão sentados nas suas sanitas nos gloriosos quinze minutos matinais?

Que as armas são para este Donald (que não é o pato) um brinquedo que se pode vender em supermercados, mas que a verdadeira bruxa má é Meryl Streep por ter feito um discurso contra o Donald (que não é o pato).

Tudo isto me parece extremamente complexo de explicar a uma criança, quando na realidade parece um conto infantilóide em que há um Donald que fica sozinho em casa e pode fazer tudo o que lhe apetece sem a presença de adultos. Quem já viu este filme?

O problema é que iremos ter todos de assistir à saga inteira de Sozinho em Casa, e "rezar" para que o Donald (que não é o pato) não se lembre de provocar um curto circuito que deixe tudo em cinzas.

E quando o meu filho me perguntar como acaba este filme? Terei de lhe responder que infelizmente não sei mas que este Donald não é o pato vestido de marinheiro.

  

 

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Tejo dos marinheiros dos cacilheiros e das taínhas.

da saga #LisbonILoveYou

®Teresa Serrano

 

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Eu bem disse que voltava e aqui estou de novo! 
Há umas semanas atrás parei um pouco para pensar no blog e reformular algumas lacunas nesta gerência, muitas vezes negligente com este pequeno rebento que precisa ser alimentado (nem que seja regá-lo uma vez por semana porque senão nem um cato se aguenta).
Ora, passados dois anos (sim, o Crónicas está de parabéns!) já era tempo de mudar o outfit e tirar o cartão do cidadão. E assim foi.

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Uma imagem gráfica completamente desenhada para o blog (com direito a alfabeto próprio e tudo) e o nome também encurtou/descomplicou - CRÓNICAS 2.0, que tal?

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Tem também domínio próprio cronicasdoispontozero.pt, tudo para simplificar a vida de quem nos procura e com tantas webs a menos e a mais se perdiam um bocado.

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Agora quero as vossas opiniões.

Vá, toca a comentar!

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Como em todas as relações é preciso esforço e dedicação para serem mantidas.
É preciso dar amor e carinho e neste momento é o que está a faltar ao Crónicas, por isso, vamos fazer uma pausa para "terapia de casal".
Aguardem, porque vai valer a pena.

 

Até breve!

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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