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Este último mês tem sido muito intenso. Muitas decisões foram e estão a ser tomadas. Umas impostas e outras porque é agora que fazem sentido.
Duas novas vidas começaram e uma outra pensou que iria deixar de existir...
É o mês em que vou ficar sem o meu trabalho das 9 às 5. O mês em que a agência decidiu que o departamento criativo já não era necessário (ou renovável).
O mês em que todos os trabalhos são urgentes de acabar. O "asap" é o "cumprimentos" no final de cada email.
Quando na realidade, a urgência é que estes trabalhos saiam rapidamente destes discos rígidos para não terem de se enfrentar mais estas pessoas que trabalham com estes computadores.
É o mês em que de criativo se passa a gestor. Porque cada valor é negociado como se de uma feira se tratasse e cada tostão conta (e como detesto esta feira...). 
É urgente que se acabe estas negociações rápido para não sermos mais um custo nesta gestão de euros (ou falta deles).
Tudo é urgente, tudo urge.
No meio desta inflação de sentimentos revestidos de números, houveram dois nascimentos de duas lindas sobrinhas. Isso sim é urgente. A Vida. É com estas duas pequenas vidas que faz sentido rir ou chorar se as coisas não correm tão bem.
Este também foi o mês em que o meu primo decidiu não saltar mais de pára-quedas, apesar dos milhares de saltos que já fez. Porque a avioneta onde voava caíu e ele foi um dos sobreviventes. Isso sim é uma decisão de Vida. De urgência de viver. 
Com estes acontecimentos todos, os "asps" dos emails que mais parecem alertas vermelhos de prioridades máximas de catástrofes naturais anunciadas, passaram a ser apenas ridículos. Porque urgente mesmo urgente...só mesmo a Vida.

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Crias

01.06.16

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 O efeito olhos-do-tamanho-de-azeitonas;
A gargalhada genuína;
A cabeça pesada a dormir no peito;
A mão inteira que nos agarra o dedo indicador;
O pé que dá vontade de roubar para servir de porta-chaves;
O cheiro mais doce de todos os cheiros na nuca.
O maior ato de amor.
Crias, hoje é o vosso dia.
E ainda bem. O mundo hoje está melhor(zinho).

 

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Este fim de semana foi dedicado à casa. É impressionante a quantidade de tralha que se vai acumulando porque "vai-dar-jeito-para-alguma-coisa", mas no final é apenas acumular em vez de reciclar, que era o objetivo inicial.
Assim sendo, houve um escrutínio muito rigoroso do que ficava ou ia embora para sempre e depois de detetar os principais problemas existentes no lar, vieram as soluções. 

Principal objetivo: Tornar esta casa um lar económico, verde e arrumado.

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Primeira medida tomada 

Ver tudo o que andava a ser acumulado há muito tempo (garrafas de vidro/jarras, cartão/tela para eventual ilustração) e pôr na reciclagem. Não foi reutilizado - como pretendia - mas foi reciclado!
Segunda medida
Passar a fazer mais refeições caseiras e verdes. Este é um ponto que já vem do passado. Tanto eu como o João sentimos necessidade de comer de forma mais saudável e pensávamos que quando o Dinis nascesse ia ser diferente, mas não. Como temos menos tempo, comêmos muito mais comida processada que se faz no forno em 15 minutos sem ser precisar pensar em nada. Assim a ideia é planear a semana, fazer compras com lista (vai ser mais económico de certeza) e depois cozinhar e conservar tudo by-the-book (que também não é o nosso forte). No meio disto tudo, só se safa a sopa do nosso filho!


Terceira medida
Há já algum tempo que gostava de ter um jardim/horta mas com o Zézinho e Chiquinho sempre de nariz metido na cozinha são raras as vezes que algum verde se mantenha mais do que dois dias cá em casa (aliás o Chico adora cebolinho, por sinal). Assim, sempre que comprava ervas aromáticas, tinha de as colocar numa prateleira um pouco mais alta e rezar para que não lhes apetecesse uma "saladinha". Portanto, uma das medidas que foi tomada este fim de semana foi comprar uma estufa. Não só fica linda como centro de mesa como também faz muito bem a sua função, como podem verificar na foto.

Se estão na mesma onda verde, podem sempre passar esta semana no IKEA porque tem ofertas especiais relacionadas com o tema da sustentabilidade. Aproveitem.
Green Power!

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Foi em Maio do ano passado que o meu amigo se foi embora e que o pequeno Chico entrou nas nossas vidas. 
Foi muito duro e ainda agora a primavera não chegou da mesma forma que costumava chegar ao meu estado de espírito. Há este espinho que me fez ficar zangada durante três dias e sem vontade de falar ou estar com ninguém. Acho que a isto se deve chamar luto. Mas depois, quando chego a casa tenho o Chico - cada vez mais parecido com ele - que me faz esquecer por um bocadinho. Parece que ele está ali de novo. Até os feitios são parecidos.
São lindos os meus gatinhos. O de ontem e o de hoje. Para sempre.

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Claro que a pergunta que se repetiu por diversas vezes ontem, foi: "Então e que tal o teu primeiro Dia da Mãe enquanto mãe?" e a resposta foi quase sempre o customizado "Diferente, mas bom!", mas é bastante mais do isso.
É sentir que todos os meus sentidos estão apurados e fixos na minha cria. Conheço-lhe o cheiro, o riso, o choro, o peso a cada grama que carrego, o sabor mais doce sem nunca me enjoar dele.
É sentir que a consciência é uma coisa tramada, porque quando somos só nós (adultos) o que se passa no Mundo é apenas mais um telejornal das oito da noite, mas com ele a crescer neste mesmo Mundo, tudo passa a realidade.
É sentir que tenho de ser saudável porque o quero ver crescer. Quero estar ao pé dele em todas as situações em que precisar de mim, seja para lhe apertar o atacador do sapato ou para me falar da pessoa por quem está apaixonado.
É sentir que tenho de lhe passar valores (irra, mais uma das tarefas difíceis!). Essa coisa que para muitos nem sequer existe e para outros tantos, há muito que entrou em desuso.
É sentir que a vida não é brincadeira nenhuma apesar da constante voz de desenho animado que faço para o fazer rir.
Mas no fim, fica o resumo de tudo isto. 
É muito bom.

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É bem verdade que meias há muitas e a minha gaveta está a transbordar delas. Por isso, é preciso meter as mãos à obra e revirar para fazer a derradeira seleção e quando chego ao fundo, bem ao fundo, encontro esta bela paleta que se vê na foto em cima.
Ora, digamos que cada vez mais tenho tendência para ser monocromática em qualquer peça de vestuário, sou mãe (tenho de me levar um pouquinho mais a sério) mas podem ter a certeza que estas meias não vão para o lixo, por mais velhinhas que possam estar.
Estas eram as meias que a minha avó me dava. Havia sempre um par à minha espera no Natal, na Páscoa ou mesmo no Verão. Havia de riscas, aos losangos e com folhas de cannabis bordadas (o que me ri quando recebi esses exemplares). Que alma singela a da minha avó que sempre trabalhou a terra e de certeza que pelos campos se cruzou com muitas plantas e folhas que conhecia de cor, mas destas folhas nunca deve ter visto ou se as viu, sem fazer a menor ideia do que se tratava. Provocou-me o riso, da melhor forma que o pôde fazer. Com a inocência e o bem querer. Por isso mesmo, enquanto houver uma gaveta de meias, estas lá estarão porque são um pedaço de amor. E o amor sobrevive ao tempo. Mesmo quando o tempo nos leva os corpos.

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Como já disse no post do mobile, gosto bastante de fazer presentinhos para os sobrinhos que por aí vêm. Gosto da sensação de estar a fazer algo único e enquanto estou neste processo de produção gosto de pensar na pessoa para quem estou a fazer a lembrança - mesmo que ela ainda não exista, assim, torna-se real para mim.
Agora foi a Maria Rita (que tem um kit, atenção!) - acho que por ser a primeira menina, não consegui parar de fazer coisinhas e mais coisinhas. Tem direito a muda-fraldas em patchwork, roca e a lata era para ser o invólucro, mas fiz com a lata mais pequena de NAN e por isso passou também a oferenda.

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KIT_MR_03.jpgQue tal? Gostam?
T*

 

 

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Confesso que tenho algum cuidado quanto à cama do Dinis. Acho que não é o sítio indicado para o Zezinho e o Chico aninharem - porque mesmo que não se deitem ali, há pêlos deles por todos os lados. Mas basta deixar uma porta aberta durante cinco minutos e é este o cenário que encontro. Lotação esgotada!

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Por muito estranho que possa parecer para quem está grávida pela primeira vez, a partir do momento em que temos um filho nos braços pela primeira vez, tudo muda. 
O que até então é apenas um conceito, passa a realidade e o instinto animal vem ao de cima num sentimento bruto mas tão puro como o primeiro ar que entra nos pulmões daquele pequeno ser - ele fica no meu colo e deixa de chorar porque reconhece o lar dos últimos nove meses e eu sinto que um pedaço de mim está agora ali e que tenho de o proteger com todas as minhas forças (apesar de não trazer livro de instruções e ao primeiro choro, olhar para toda a gente que me rodeia para me ajudarem porque não faço ideia onde fica o botão de mute). Entre todos estes sentimentos que se apoderam de nós nos primeiros 60 minutos (que parecem 15!) inicia-se um outro processo - o de o alimentar. 
Após todas as leituras que tinha feito até à data do parto, era óbvio que eu queria dar leite materno ao meu filho (quanto mais tempo, melhor!) mas as coisas não são assim tão lineares e por isso escrevo este post. 
O Dinis nasceu sem saber mamar. Por isso mesmo, esteve na unidade neonatal - afastado de mim - e apesar de eu ir lá de três em três horas dar peito, ele era alimentado por uma sonda com leite artificial.
Nesse momento mil macaquinhos assombraram a minha cabeça: Nunca vou conseguir alimentar o meu filho. O meu leite nunca vai subir. Sou péssima! E muitas lágrimas por aí fora... Ora, o que é certo, é que consegui dar leite materno ao Dinis apenas um mês.
Nunca foi em abundância e posso dizer que durante trinta dias, 18 horas eram relacionadas com leite: ou a amamentar (a tentar!) ou a retirar com a bomba. Posso dizer que fiz os possíveis e os impossíveis para que a coisa corresse bem, mas pelos vistos, não era por ali. 

Ele não se entendia com aquilo, ficava irritado e desatava a chorar fervorosamente. Eu entendia ainda menos e quando ele começava a chorar, ficava nervosa. Conclusão: Comecei a tirar o meu leite e dar com o biberão.
Esta foi então a segunda fase: Tirar leite durante 30 minutos, dar leite durante 30 minutos, pôr a arrotar mais 30 minutos e ficar com hora e meia até ao próximo biberão (mentalizem-se futuras mamãs!).
Tudo corria bem com este método até que comecei a ficar sem leite. 
Era cada vez menos. Eu ficava nervosa com isso porque queria alimentá-lo ao máximo e em exclusivo com o meu leite, mas era inevitável ter de começar a introduzir o leite artificial como suplemento. E assim, ao fim de um mês, começou a beber exclusivamente leite artificial porque o meu secou. Pura e simplesmente.
Por isso mães que não têm/não conseguem amamentar os vossos filhos, não se sintam mal com isso porque há inúmeros casos à vossa volta. 
Deixem de ler artigos sobre os benefícios do leite materno para a criança porque só vos vai deprimir (o que não é nada aconselhável nesta fase, porque a depressão pós-parto é outro tema que também tem de ser levado muito a sério neste período e são momentos como este que podem ajudá-la a despoletar).
Leite materno é bom quando há. Quando deixa de haver, vamos agradecer por estarmos num país de primeiro mundo com uma farmácia ou supermercado ao virar da esquina onde há sempre uma lata de leite artificial com a qual podemos alimentar o nosso filhote (ou não fosse o verbo desenrascar tipicamente português).

 

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Estações

11.02.16

Os ciclos fazem parte da vida. Aqui está o meu no último ano.

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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