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É bem verdade que meias há muitas e a minha gaveta está a transbordar delas. Por isso, é preciso meter as mãos à obra e revirar para fazer a derradeira seleção e quando chego ao fundo, bem ao fundo, encontro esta bela paleta que se vê na foto em cima.
Ora, digamos que cada vez mais tenho tendência para ser monocromática em qualquer peça de vestuário, sou mãe (tenho de me levar um pouquinho mais a sério) mas podem ter a certeza que estas meias não vão para o lixo, por mais velhinhas que possam estar.
Estas eram as meias que a minha avó me dava. Havia sempre um par à minha espera no Natal, na Páscoa ou mesmo no Verão. Havia de riscas, aos losangos e com folhas de cannabis bordadas (o que me ri quando recebi esses exemplares). Que alma singela a da minha avó que sempre trabalhou a terra e de certeza que pelos campos se cruzou com muitas plantas e folhas que conhecia de cor, mas destas folhas nunca deve ter visto ou se as viu, sem fazer a menor ideia do que se tratava. Provocou-me o riso, da melhor forma que o pôde fazer. Com a inocência e o bem querer. Por isso mesmo, enquanto houver uma gaveta de meias, estas lá estarão porque são um pedaço de amor. E o amor sobrevive ao tempo. Mesmo quando o tempo nos leva os corpos.

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1 comentário

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De Vanessa a 14.03.2016 às 15:34

Em termos de meias, todas as que tenho assim desse género, já estão tão velhinhas que só as uso para dormir. A minha avó também me dava imensas meias e pijamas, por isso acho que as guardo com carinho

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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