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Já por várias vezes o tema migrar para fora da cidade tem sido posto em cima da mesa pelas mais diversas razões. Ou porque os empregos estão a escassear ou porque a vida na cidade é muito stressante ou pura e simplesmente porque se quer viver mais em contacto com a natureza.
Para mim seria muito complicado porque adoro a cidade de Lisboa, adoro a agitação, o meu bairro e o Tejo. No entanto, temos o nosso pequeno pouso de férias em Penha Garcia (o que já é uma pequena migração, apesar de temporária).
Mas, num pequeno jantar de amigos, dei por conta de dois casais que têm planos de sair da cidade mais cedo ou mais tarde. Começo a achar, apesar de ser uma amostragem simbólica, que será um êxodo que irá mesmo acontecer nos próximos anos aqui por Portugal.
Apesar de ser cética em relação ao assunto, gostava de saber as vossas opiniões.
O que vos levaria a deixar as grandes cidades? Quais as mais-valias que procurariam numa migração?
Deixo-vos um artigo do Público de hoje sobre o tema, caso estejam a pensar mudar o rumo das vossas vidas, aqui fica uma dica.
T**

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8 comentários

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De Isa a 26.03.2015 às 12:43

Definitivamente a qualidade de vida. A calma do campo parece abrandar a passagem do tempo, o ar puro faz-nos respirar melhor, os sons da natureza são muito relaxantes, as pessoas são mais simpáticas e menos stressadas. Sei lá, tanta coisa :)

Não conto ficar na cidade para sempre, assim que chegar a minha altura, mudo-me de armas e bagagens para um sitio que eu cá sei he he he
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De João Mendes a 26.03.2015 às 13:08

Por mim era já!
Sei que preferia ter um estilo de vida que me permitisse visitar Lisboa com uma periodicidade semanal..
Só o tempo o dirá!
O que sei é que ficas muito bonita com esse fundo :)
Adoro-te meu amor
bj
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De Maria das Palavras a 26.03.2015 às 13:17

Eu gosto da cidade. Do monóxido nos pulmões, das pessoas que não dizem boa tarde, da peça de teatro ao virar da esquina...
Gosto de ser visita do campo, de admirar demoradamente os seus encantos. E depois voltar ao meu monóxido de carbono. Onde me sinto em casa.

Hei-de escrever sobre isso. Obrigada. :)
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De Vanessa a 26.03.2015 às 14:00

Não moro em uma cidade, apesar de ter estado 3 anos em Évora, mas não há nada que me retire o bem estar da minha terrinha. O ar fresco do campo, a ausência do barulho dos carros de um lado para o outro e o cantar dos pássaros. Quem é que tem isto tudo e se quer enfiar numa cidade? Há muita pouca gente a fazê-lo, acontece mais ao contrário. E noto que quem vem das cidades para cá, não sabe viver aqui e nem respeita muito bem o estilo de vida de cá. Mas isto sou eu que digo.
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De j a 26.03.2015 às 14:23

Ola Teresa(o tio mais recente ou por afinidade),votos de felicidades...Comentando os comentarios anteriores e que, esta tudo muito dependente das emissoes de gas de carbono e outros gases etilicos e de convivencias... ou seja querem estar fora e estar dentro ou o seu contrario. Digo, o equilibrio e em nao pensar muito nisso embora as circunstancias desta gente que se preocupa tanto conosco, seja o peso que abate a leveza dos sonhos. E preciso criar.
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De Maia do Avesso a 26.03.2015 às 14:47

Tenho passado toda a minha vida numa pequenina aldeia do Ribatejo e adoro isto. Sou daqui e aqui me vejo a viver para sempre. Já vivi em Coimbra e Braga e gostei muito mas o meu coração está aqui. Sei que para os citadinos a vida no campo pode parecer idílica mas há dificuldades que, para quem esteja habituado à cidade, são de difícil adaptação. Há uns anos um casal recém reformado de Lisboa (sem experiência de campo)comprou uma casa na minha aldeia e estabeleceram-se aqui. Os primeiros tempos foram de encantamento mas depois... tudo lhes passou a fazer confusão. As ervas que cresciam e precisavam de serem cortadas com regularidade, o padeiro que não vinha a horas certas, o multibanco que ficava a 20km, os bichos que entravam dentro de casa, etc. Acabaram por voltar a Lisboa.
Sei que este é um só exemplo mas na minha modesta opinião acho que muitas das pessoas que vivem na cidade tendem a romantizar a vida no campo. Quando se deparam com a realidade, esta pode não ser tão tranquila. Por isso, para aqueles que pensam em mudarem-se para o interior façam uns testes e pensem bem no que realmente desejam. Por vezes o que parece não é!
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De Paula Isabel Silva a 26.03.2015 às 16:59

Migrar para o interior rural.

Boa tarde, vivo numa cidade relativamente pequena (Barcelos), mas não conseguia viver na aldeia. Vivi 3 anos em Esposende numa casa e, odiei, ia à janela e via um campo de milho, e para sala e via mais campos de milho, nunca me senti tão infeliz. Fazia-ma falta os sons da cidade, ter tudo à mão.

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De N. a 27.03.2015 às 17:46

Daqui fala-te uma alentejana nascida e criada num típico monte no interior Alentejano, com a diferença de que já não vivo lá há 15 anos.
Eu ADORO o Alentejo! Uma das coisas de que mais me orgulho é das minhas raízes e de ter sido criada no sítio onde fui, pois não há coisa melhor que caminhar pelos campos alentejanos enquanto se contempla o horizonte. Nunca experimentei uma sensação tão próxima de liberdade absoluta! Vivemos numa profunda paz, ninguém é stressado e toda a gente se conhece. O pôr do sol é mágico e nas noites de Verão deita-mo-nos no jardim público a procurar as constelações. Isto parece muito romântico, é verdade, mas acontece mesmo. A minha adolescência foi passada assim, entre risos e estrelas. E aqui quase toda a gente tem uma horta (quando me apetece um sumo de laranja ou uma limonada basta-me ir ao quintal).
Gostava de experimentar viver numa cidade, pois aqui não há cinema, não há teatro, não há concertos... Não temos nada à mão, a vida aqui não é tão rica em cultura, nem tão prática pois para te deslocares precisas de um carro (passam por aqui 3 autocarros por dia em direcção à cidade mais próxima) e às vezes tudo isto torna-se aborrecido.
A vida no campo é para pessoas simples, que são felizes com pouco.

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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