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Um novo hóspede

14.05.15

Como sabem, a semana passada ficámos sem o nosso primogénito Jeremias.
Nos primeiros dias não conseguia pensar em nada mas numa das noites sem sono em que fui até à sala às 5h00 da madrugada olhar para o vazio, vi que o Zézinho estava lá a fazer o mesmo que eu: acordado e a olhar para o nada. Tentei o colo, as festas... mas continuava apático e com o olhar no vazio. Ali mesmo decidi que o Zézinho merecia um novo companheiro.
Quando falei com o João, ele disse-me que já tinha pensado nisso só não queria estar a lançar o tema porque me via muito abatida. Mas um novo hóspede não é uma substituição, pelo menos assim o penso.
Decidi enviar um email à Ema, da associação Entregatos e contar-lhe o que tinha acontecido e o que pretendia fazer (sem nunca imaginar que ela se lembrasse que há cinco anos atrás eu lá tinha adotado o Jeremias). A minha admiração e respeito por esta associação duplicou no momento em que recebi um telefonema da Ema a perguntar o que tinha acontecido ao "Wally" (nome do Jeremias quando estava na associação). Para além de ter ficado estupefacta e muito grata pela chamada que me mostrou o afeto que aquela equipa tem pelos bichanos, demonstrou ainda um enorme profissionalismo. Eles sabem o rasto de todos os animais adotados na associação! A Ema depois explicou-me que não se lembrava mas ao verificar a ficha com o meu nome, lá estavam as fotos do pequeno Wally e o nome depois de adotado.
Combinámos então a visita e o que vos posso dizer é que todos os gatos que lá estavam eram serenos, amistosos e muito bem tratados. Fico muito feliz que hajam espaços/pessoas assim e a única coisa que posso garantir é que irei ajudar no que for preciso esta associação para continuar o excelente trabalho que tem feito. Para quem gosta, fica também o meu apelo - comida e medicamentos são sempre necessários, todos os gatos saem dali desparasitados.
De lá veio o Chico - Chico Fininho - que ainda não conseguiu conquistar o Zézinho mas, a seu tempo, irão ser os melhores amigos.
Bem-vindo a casa Chiquinho.
T**

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jeremias e joao.jpg

 

Quando há seis anos atrás decidi adotar o Jeremias, lembro-me que investigava em todos os blogs e mais alguns de associações de adoção de animais sobre o tema e uma das histórias que me lembro de ter lido no blog da Associação Entregatos foi a de um gato que tinha sido abandonado porque a dona estava grávida. Gato esse que nunca chegou a sair da praceta onde vivia anteriormente com os seus donos e a quem os vizinhos davam comida mas que começou a apresentar variações de humor, febre e acabou por morrer. Lembro-me de ter achado esta história macabra e por aquela altura nem sequer sabia o que era a toxoplasmose e não entendi o porquê do abandono do animal de estimação. Hoje continuo a não entender o abandono, mas já percebi o porquê de coisas destas acontecerem e por isso mesmo escrevo este post para tentar ajudar a desmistificar o assunto toxoplasmose.
Agora sou eu que estou grávida, não sou imune à toxoplasmose e tenho dois gatos em casa. Quando fiz as primeiras análises e soube que não era imune a médica disse-me todos os cuidados que tinha de ter com a alimentação e higiene mas quando eu lhe disse que tinha dois bichanos em casa, os conselhos duplicaram. Mas acho que devemos ver estes conselhos como medidas de precaução e não como anunciações do fim do mundo.
Vamos por pontos:
A toxoplasmose é sim transmitida pelas fezes dos felinos e apesar de não ser prejudicial para os adultos, se formos infetadas durante a gravidez pode ser prejudicial para o bebé. Isto é o que temos de saber.
Agora as entrelinhas.
• Os gatos contraem toxoplasmose por comerem carne crua ou caça (ratinhos e assim) o que significa que a maioria dos gatinhos domésticos que estão em casa o dia todo e os donos os alimentam de ração, não têm forma de ter este parasita.
• Se quiserem ficar mais descansadas podem ainda fazer um teste ao gato para ver se é portador ou não do parasita. Isto podem fazê-lo no veterinário.
• A toxoplasmose é bastante mais perigosa quando contraída no primeiro trimestre de gravidez (quando o feto ainda se está a formar).
Bem, não querendo estar a sintetizar demasiado a problemática, aconselho a leitura deste artigo do blog Arca de Noé que acho bastante elucidativo e que me tranquilizou muito.
Por aqui e em jeito de conclusão, só vos posso dizer que os nossos felinos têm tanto para nos dar que não merecem ser neglicenciados em nenhuma situação. Tomem as precauções necessárias (como é óbvio) mas não lhes neguem um belo colinho cheio de ronron.
Uma dica: a caixa da areia pode continuar a ser trocada pelos maridões, eles não têem de saber disto :)

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Cá em casa somos dos gatos. E porquê? Muito simples, vivemos num apartamento e com um dia-a-dia que não nos permite estar em casa a tempo e horas para ir passear um canito pela fresca e à noite.
Este foi o ponto fulcral quando decidi ir buscar um animal de estimação e a pergunta (És mais de cães ou de gatos?) surgiu. No entanto, compreendo quando o argumento do companheirismo canídeo vem ao de cima. Mas, não entrando em confronto com o pessoal adepto do cão como melhor amigo do dono, aqui em casa há dois belos exemplares felinos, com personalidades muito diferentes um do outro mas que nos preenchem o coração. Passo a apresentar.

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O primogénito Jeremias - O Fora-da Lei. O Jeremias foi o meu companheiro de vida de solteira e tem 5 anos. Quando pensei em adotar um animal de estimação e comecei a fazer pesquisa em blogues de adoção de animais, encontrei um post no blog da associação Entregatos com 5 fotografias de gatinhos para dar e a foto do "Wolly" nunca mais me saiu da cabeça. Tinha ar de rufia e parecia que tinha desenhados dois trovões por cima dos olhos. Quando o fui buscar, percebi que de rufia não tinha nada e de todos era o mais débil (o que me assustou porque nunca tinha tido um animal de estimação que precisasse assim tanto de mim) mas o Wolly já era o meu Fora-da-Lei e claro que veio para casa comigo. Pode ser "Descendente por linhas travessas do famigerado Zé do Telhado" mas é o meu grande companheiro de vida.

 

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Mais recentemente veio cá para casa o doce Zézinho. O Zézinho, diminutivo de Zé Bigodes, tem um ano e encontrámo-lo por terras da Beira Baixa, num bando de gatos de rua que vagueavam no quintal do meu avô. Tinha um olho um pouquinho mal tratado, mas era lindo e quando o apanhei para lhe fazer uma festa, cabia na palma da minha mão e é claro que nunca mais o larguei. Hoje em dia é o melhor amigo do João (tenho de admitir que tenho alguns ciúmes, é certo) mas não há nada que demova esta amizade incontrolável. E ainda bem...

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São os dois excelentes companheiros e estão sempre muito felizes quando chegamos a casa. Por isso, aconselho a todos a adotarem um companheiro felino ou canino. Vale muito a pena.

 

T

 

 

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por TERESA SERRANO - este é um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".

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