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Confesso que tenho algum cuidado quanto à cama do Dinis. Acho que não é o sítio indicado para o Zezinho e o Chico aninharem - porque mesmo que não se deitem ali, há pêlos deles por todos os lados. Mas basta deixar uma porta aberta durante cinco minutos e é este o cenário que encontro. Lotação esgotada!

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Bebés e Gatos

27.11.15

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instagram @teresaserrano


Uma das questões que me preocupava antes de trazer o Dinis para casa era qual seria a reação do Zézinho e do Chico ao novo membro da família. O Zézinho é super meigo e pachorrento - nunca me pareceu um problema - mas o Chico, no auge dos seus 6 meses e muita energia para descarregar, parecia-me mais complicado de gerir.
O que é certo é que no dia em que chegámos e pousamos o ovo no chão, nem um nem outro estranharam nada. Não houveram bufadelas, nada. Parecia que o Dinis desde sempre fez parte do quotidiano deles. A única coisa que aconteceu, foi uma euforia desmesurada do Chiquinho mas porque estivemos muitos dias fora de casa.
Com o passar do tempo e sem tanta atenção da minha parte, o Chico tentou tomar o lugar do Dinis (ora se deitava no berço dele, ora no ovo, ora aparecia com a chucha na boca) mas sempre sem nunca existir qualquer tipo de "ameaça" com o bebé.

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 Já o Zézinho adotou a postura de guardião (isto quando não há fitas de cetim por perto senão perde a pose).

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Os únicos cuidados extra que tenho por enquanto é não os deixar sozinhos com o bebé na mesma divisão e redobrei a atenção aos pêlos dos felinos pela casa (que aparecem na mesma por todo o lado!).
E assim continuamos a viver (agora os cinco) felizes no nosso lar.

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T**

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Quanto mais perto estou do final da gravidez mais penso com quem será o bebé parecido.
Será moreno, como eu? Ou terá a pele mais clara, como o pai? Terá caracóis?
Até na hora de escolher as primeiras roupas essa questão se põe. Neste momento a paleta de cores varia entre três tons (branco, cinzento e azul), mas não faço ideia qual ficará melhor ao tom de pele. Preciso conhecer este miúdo para saber o que lhe fica bem!
Por agora só me resta esperar, mas a ver pelas fotos abaixo (o João e eu com um ano de idade) acho que tem tudo para correr bem.
T**

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Cada vez mais real e depois de 1 hora de ecografia começo finalmente a sentir-me mãe.
O que vejo no ecrã deixou de ser apenas um filme que via com um certo distanciamento para uma realidade palpável  - e até visível! -  porque este rapaz começou a mexer-se (bastante). Agora não há sombras de dúvidas que ele está aqui comigo.

Sentindo-me assim - mãe - entrei na Knot para dar uma vista de olhos ainda a pensar que a barriga passava despercebida. Pelos vistos já não passo pela tia que vai comprar o presente para o sobrinho ou a empregada tem um olho clínico bem treinado. O que é certo é que me ajudou muito neste mundo novo de 3/4 peças que um bebé-tem-de-vestir-sempre-e-que-não fazia-a-menor-ideia. Acabei por comprar o primeiro conjunto que o Dinis irá vestir quando nascer. Um babygrow + gorro e luvas da Baby Bubble 100% algodão e anti-bacteriano que reduz o risco de infeções nos recém-nascidos e sem qualquer etiqueta no interior para um maior conforto.

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Senti-me muito orgulhosa pela minha escolha e para além disso tive ainda direito a uma lista para a maternidade que me vai ser muito útil para saber o que tenho de ir arrumando na mala.

BABYBUBBLE_02 (2).jpgJá para uma outra altura que não o primeiro mês do Dinis, veio a prenda da Raquel (que adorei!).
Se há peça que não acho a mínima piada, é o babete. E porquê? Porque é quase sempre muito grande com estampados que não acho a mínima piada ou então plastificado (que acho mesmo terrível). O engraçado é que o Babete-Gravata da Ciranda Portuguesa calou todos os argumentos que fiz anteriormente contra os babetes. 

ciranda_portuguesa.jpgÉ giro, tem um padrão que acho o máximo e a forma é genial (é claro que já descobri um fornecedor para os próximos anos).
Dêem uma olhadela no facebook porque vale a pena.
T**

 

 

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De Pessimisten ® Coll.-Verz. Joan Koops 


Há coisas que não percebo neste nosso país e que me custam um bocadinho aceitar, até porque gosto deste cantinho à beira-mar plantado, mas vá lá... organizem-se senhores!

Ainda na semana passada foram discutidas na Assembleia da República medidas para promover a natalidade, porque somos poucos e no futuro ainda iremos ser menos, rebéubéu pardais ao ninho...
Ora como se promove a natalidade no país onde há estágios para maiores de 31 anos?
Nem dinheiro temos para sair da casa dos pais antes dos 30 quanto mais pensar em ter filhos!
É que se bem se lembram também somos dos últimos na União Europeia a sair da casa dos papás e não é porque gostamos muito da comida da mãezinha. Quando a bolsa de estágio ronda os 700 euros mensais (durante doze meses e sem perspetivas de continuar na empresa depois de o finalizar) talvez seja um bocadinho imprudente (vá!) ter um filho. No máximo, dá para dividir o aluguer de uma casa com amigos e gastar os euros que restam em litrosas para anestesiar a mente deste futuro pouco risonho que se tem de enfrentar - talvez assim lá nasça uma meia dúzia de crianças não planeadas, mas o caminho não me parece a ser por aí.
Vamos lá ter bebés então quando se tiver mais de 36 anos e o recibo verde é o modo de sustentar uma casa. Não era eu que gostava de estar nesta situação e chegar ao patronato a anunciar uma gravidez. Era bem possível que continuasse a trabalhar durante os restantes meses e com os horários de sempre, com umas torcidelas de narizes nos dias das consultas e ecografias, mas desde que a produtividade continuasse, tudo bem. E depois? Depois da criança nascer? Recibos verdes igual a não ter baixa. Pronto, fostes! Pensasses antes de engravidar...
Senhores, estamos no país onde nos é pedido para esguichar leite para terem a certeza que se precisa de horário reduzido para amamentar...
Sabem o que vos digo... este país não é para bebés.

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por TERESA SERRANO - este é um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".

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