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A questão do baptismo, para mim, é uma não-questão. Apesar de ser baptizada pela igreja católica, não sou praticante e considero-me uma pessoa não-religiosa por não me identificar na totalidade com nenhuma das várias doutrinas existentes e ter a ciência como resposta para a maioria dos acontecimentos terrestres.

 

No entanto, entendo e respeito quem tem fé e queira, com um nascimento de um novo membro na família, que este se inicie na religião na qual a família é crente.

 

Na minha adolescência, quando tudo estava errado (típico!), era um motivos de discórdia constante com os meus pais. "Porque é que me baptizaram? Não tive direito de escolha!" - como se isso tivesse feito uma enorme diferença na formação da minha personalidade - mas mais tarde acabei por me calar e hoje em dia, delicio-me a ver albúns antigos, entre os quais o do meu baptizado. Acredito que para quem seja religioso o significado de um baptismo seja bem diferente do meu, com um enorme valor sentimental, bem diferente do que apenas recordações fotográficas da infância.

 

No entanto, houve ainda um outro acontecimento que me faz, ainda hoje estar rodeada por vestidos, velas  e toalhas de baptizado. A minha mãe, teve em tempos uma loja de vestidos de noiva, baptizados e comunhões e o stock ainda existe. Por isso mesmo, decidi criar uma página com os artigos que ainda estão armazenados.

 

 

Dêem uma espreitadela na página de Facebook.

 

 

Pode ser que encontrem algo que vos agrade para os vossos petizes!

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T*

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KIT_FIRST_AIDS (1).jpg

Sempre que vou na estrada e há um acidente, sou a primeira a não querer ver o que se passa. Ao contrário da maioria dos automobilistas que param para ver. Tenho a certeza que na grande maioria dos casos apenas por curiosidade mórbida, porque na realidade se tivessem de sair dos seus veículos para irem ajudar, seriam os primeiros a ficar quietinhos e pálidos.

No meu caso, sempre tive pavor destas situações e visto que não consigo ajudar ninguém porque entro em pânico, prefiro não interferir e seguir o meu caminho. Tudo isto com um nó no estômago que fica durante horas.
Desde que o Dinis nasceu, o meu pavor por situações de perigo aumentou ainda mais e passou a ser um pesadelo constante na minha cabeça: "se lhe acontece alguma coisa eu não vou conseguir reagir" " e se ele se engasga?". Só questões que me azucrinavam o juízo o tempo todo.
Por isso mesmo pensei que tinha de fazer alguma coisa, por mim e por ele. E foi assim que decidi tirar o curso de primeiros socorros pediátricos.
Posso garantir me fez muito bem, apesar de (felizmente!) ainda não ter posto nada em prática. 
Não só me acalmou em relação ao meu filho e como irei lidar numa situação que emergência como ainda me fez um clique de cidadania.
É óbvio que depois deste curso, se eu assistir a uma situação de emergência, irei agir (quase) de certeza. É um dever que tenho enquanto cidadã (e socorrista). O suporte básico de vida é uma técnica que pode salvar vidas (como o nome indica) e todos nós deveríamos saber fazê-lo.
Este é apenas o meu testemunho, mas caso queiram fazer um destes cursos, aconselho a Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha Portuguesa (onde fiz).

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!!!2 Anos!!!

06.09.16

Dois anos passaram desde que nos casámos.
!!!Parabéns a nós!!!!!
Faço festa a isso porque continuo muito feliz. Foi uma das decisões mais importantes e ponderadas da minha vida. E para celebrar, tal como fizemos o ano passado, voltámos ao mesmo sítio de uma das fotos do nosso álbum de casamento e repetimos tudo outra vez. Desta vez com o nosso apêndice que o ano passado já cá estava mas camuflado (mais ou menos camuflado porque a barriga já estava bem grande!).
Este ano o fotógrafo oficial do evento é o Frederico Mendes, que para além de meu cunhado (sempre em família!) é também um exímio profissional. Ainda irão voltar a ouvir falar dele daqui a uns tempos por estas bandas, com direito a post com foto-reportagem e tudo. É que o Frederico faz as próprias câmaras com que fotografa.
Por agora fiquem com o resultado deste ano (aqui na versão digital) e para o ano voltamos a repetir!

2 ano depois (2).jpg

 

 

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Para ela

19.03.15

AVOS_2005.jpg

O dia 19 de Março já teve vários significados para mim. Foi desde sempre o Dia do Pai, foi a presumível data de nascimento do Jeremias mas desde há três anos que é a data da morte da minha avó. A mais pesada das datas mas a que se sobrepõe a todas as outras. No entanto, hoje escrevo para a lembrar não para a chorar.
A minha avó era daquelas mulheres fortes para caraças. Nunca se deixou vencer pelo "carcinoma anaplásico" que teve. Um nome até meio leve para o rápido e agressivo tumor que era. Acho que ela decidiu ignorá-lo, fazer de conta que ele não existia e até ao último dia nunca se rendeu a ficar na cama. Não faço ideia das dores que teve, do que sentia, porque nunca se queixou. Pelo que me conta a minha mãe, às vezes desaparecia zangada para dar uma volta sozinha. Como a entendo. Também eu estaria chateada com Deus se fosse crente como ela e tivesse tanta força para viver...
A minha avó não sabia ler nem escrever, no entanto, sabia o nome de todos os políticos como eu não nunca irei saber. Sabia de tudo o que andavam a tramar porque a hora do telejornal era (e isso continua a ser) sagrada naquela casa. O telejornal e as telenovelas brasileiras. Aqui tinha direito ao relato da cronologia completa de personagens que alguns dos atores mais conhecidos tinham representado. E nos intervalos da novela lá ia dando uma cochiladas que pensava que ninguém reparava (apesar dos movimentos bruscos de cabeça).
Despedia-se sempre com "desculpem lá qualquer coisa" e recebia-nos sempre com um sorriso. Sempre que chegávamos da viagem de Lisboa, lá estava ela sentada à porta de casa a fazer crochet. Quando nos iamos embora lá ficava ela à porta a acenar ao carro já na estrada.
Como sabia que eu ficava sem fome mal chegava à aldeia e a única coisa que conseguia comer era pão, tinha sempre um acabado de sair do forno e ia sempre cortar uma fatia gigante ainda a fumegar para eu comer qualquer coisinha. De manhã, mal acordava, já havia ovos de farinha na mesa. Esses ovos que mais ninguém fará igual...
Três anos passaram e o quanto que gostava de me poder sentar de novo àquela mesa com ela. Tinha tanta coisa para lhe contar.


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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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