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Nú Carnaval

08.02.16

Devo confessar que não sou grande fã desta época festiva mas perdoem-me os que não passam um ano sem desencantar um novo disfarce.
Na minha mais singela opinião, acho que é a altura em que a maioria dos costumes de fantasias sexuais sai do armário para arejar o cheiro a naftalina sem ter de se justificar porque é que há na gaveta uma bata de enfermeira sexy ou umas botas de verniz vermelhas. Há, a meu ver, quatro categorias de fantasias "carnavalescas" sexys a ter em conta:

01. A Gatinha Sexy:
Este fato é geralmente composto por um maiô e umas collants pretas.Coloca-se em seguida uma cauda "marota" e umas orelhinhas "fofinhas", pinta-se a ponta do nariz com uns bigodes e pousa-se para as fotos sempre a mostrar uma mão com unhas em forma de garra enquanto com a outra agarra a cauda de forma a mostrar os glúteos bem trabalhados do step.


02. A Enfermeira Sexy:
O disfarce é composto por uma bata três tamanhos abaixo do tamanho que normalmente é usado, lingerie vermelha a espreitar por debaixo da bata e sandálias ou botas vermelhas de verniz. Podem acompanhar com um toucado branco com uma cruz vermelha e ainda usar uma seringa como acessório (podem ter certeza que existem muitos pacientes sedentos de levar uma pica nesse dia).


03. A Bruxinha Sexy:
O costume é composto por um chapéu pontiagudo e uma peruca roxa acompanhado por um vestido bem curto preto e umas botas altas de verniz. O acessório que nunca pode ser esquecido é a vassoura que é utilizada para fazer umas quantas "maldades" a quem se meter à sua frente.

Ps - Se estes três disfarces forem usados por três amigas numa saída à noite, podem ter a certeza que no final terão o número de telefone de um Super-Homem, um Homem-Aranha e de uma matrafona com um metro e oitenta.
Ps2 - Se os decotes das três forem generosamente "sexys" têm entrada VIP na discoteca durante o próximo mês inteiro.

Passemos á quarta categoria e sem dúvida a mais sofrida de todas.

04. A-Rapariga-Do-Biquíni-de-Lantejoulas-do-Corso...Sexy:

Este é sem dúvida o mais trabalhoso de todos os disfarces. Não só porque é o mais elaborado (os biquínis costumam estar repletos de contas cintilantes por todos os lados) mas também porque precisam de saber sambar - o que não me parece nada fácil.
Juntem a isto estarem 6 graus lá fora e uma chuva teimosa que não pára de cair, mas... "The show must go on" - qual Ivete Sangalo, qual quê!
De Loulé a Torres Vedras e de Torres a Ovar muita Maria aprendeu a sambar para poder dançar no corso. Com sorte ainda aparece na reportagem que a RTP faz no local e é Rainha do carnaval do próximo ano.


Ps3- Quem ganha com estas quatro categorias é mesmo o Cêgripe.



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PANELA_DE_FONDUE-01.png

A panela do fondue ® Teresa Serrano 

Ora aqui está um utensílio/equipamento/objeto de cozinha/sala-de-jantar que apesar de toda a gente ter em casa se devem contar pelos dedos de uma mão as vezes que foi utilizado - ou seja, tão ou mais inútil do que o chapéu feito em crochet para pôr o papel higiénico que a avó punha religiosamente em cima do autoclismo. 

O fondue faz parte de uma geração AI (Antes-do-Ikea) e Pós-Filipa-Vacondeus em que o jantar com os amigos era feito na sala de jantar MAS só em dias de festa - até porque o tampo da mesa é de vidro e pode estalar com o calor da lamparina.
A inovadora panela é guardada no aparador da sala, junto ao faqueiro de prata que ainda está na caixa desde a compra e que só vê a luz do dia no Natal e a cloche - que foi prenda de casamento da tia da França.
Os jantares demoravam sempre para cima de 3 horas e meia à mesa - 30 minutos só para atinar com a temperatura ideal da lamparina e o óleo sem meio de borbulhar, discussão garantida entre casais que já estão meio tremidos porque ele lhe decidi roubar o bocado de carne que ela estava a fritar à 5 minutos e na generalidade ficam todos com uma bela barrigada de fome. Melhor, melhor, só mesmo se a sobremesa fosse fondue de chocolate.


Moral da estória:
E que tal experimentar antes umas batatas noisettes do Pingo Doce no forno que demora menos e soa a estrangeiro na mesma?

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SENHORA_DO_PANAMÁ-01.pngA senhora do panamá®Teresa Serrano

O que eu gosto de chegar à praia, pousar o arsenal na areia e dar uma olhadela de 360º graus. É certo e sabido que irei contar pelo menos 4 ou 5 Senhoras do Panamá - e não me estou a referir a panamenhas (senhoras oriundas da República do Panamá) mas sim a senhoras com um chapéu no alto do cocuruto. Chapéu esse de tecido bem mole e com a aba sempre para baixo que vinha dobrado no saco das raquetes com quinhentas coisas em cima, o que o ajuda a ficar ainda mais deformado.
E porque o usam sempre no cimo da cabeça? Mas será que não há panamás do tamanho da cabeça delas? (É que nunca encaixam!)
Aí existem duas hipóteses:
Primeira - Foi uma oferta de uma promoção qualquer que havia na bomba de gasolina, daí o tamanho S e único;
Segunda - O cabelo arranjado e cheio de laca que não permite que o panamá entre nem que a vaca tussa.
Posso-me atrever a dizer que a segunda é a opção mais viável ou não fosse vê-las depois a banhar-se sempre com a cabeça bem fora da água a nadar à caniche para não estragar a permanente. O mergulho não é considerado (jamais!) e por isso o panamá vai também à água sem qualquer problema porque nunca o vão molhar, sendo assim um must-have para qualquer coleção de praia acima dos 60 anos.

Moral da estória:
Vogue e Marie Claire não ponham style-hunters nas praias da Costa não e continuarão a perder a tendência desde 1960!

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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