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Claro que a pergunta que se repetiu por diversas vezes ontem, foi: "Então e que tal o teu primeiro Dia da Mãe enquanto mãe?" e a resposta foi quase sempre o customizado "Diferente, mas bom!", mas é bastante mais do isso.
É sentir que todos os meus sentidos estão apurados e fixos na minha cria. Conheço-lhe o cheiro, o riso, o choro, o peso a cada grama que carrego, o sabor mais doce sem nunca me enjoar dele.
É sentir que a consciência é uma coisa tramada, porque quando somos só nós (adultos) o que se passa no Mundo é apenas mais um telejornal das oito da noite, mas com ele a crescer neste mesmo Mundo, tudo passa a realidade.
É sentir que tenho de ser saudável porque o quero ver crescer. Quero estar ao pé dele em todas as situações em que precisar de mim, seja para lhe apertar o atacador do sapato ou para me falar da pessoa por quem está apaixonado.
É sentir que tenho de lhe passar valores (irra, mais uma das tarefas difíceis!). Essa coisa que para muitos nem sequer existe e para outros tantos, há muito que entrou em desuso.
É sentir que a vida não é brincadeira nenhuma apesar da constante voz de desenho animado que faço para o fazer rir.
Mas no fim, fica o resumo de tudo isto. 
É muito bom.

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Por muito estranho que possa parecer para quem está grávida pela primeira vez, a partir do momento em que temos um filho nos braços pela primeira vez, tudo muda. 
O que até então é apenas um conceito, passa a realidade e o instinto animal vem ao de cima num sentimento bruto mas tão puro como o primeiro ar que entra nos pulmões daquele pequeno ser - ele fica no meu colo e deixa de chorar porque reconhece o lar dos últimos nove meses e eu sinto que um pedaço de mim está agora ali e que tenho de o proteger com todas as minhas forças (apesar de não trazer livro de instruções e ao primeiro choro, olhar para toda a gente que me rodeia para me ajudarem porque não faço ideia onde fica o botão de mute). Entre todos estes sentimentos que se apoderam de nós nos primeiros 60 minutos (que parecem 15!) inicia-se um outro processo - o de o alimentar. 
Após todas as leituras que tinha feito até à data do parto, era óbvio que eu queria dar leite materno ao meu filho (quanto mais tempo, melhor!) mas as coisas não são assim tão lineares e por isso escrevo este post. 
O Dinis nasceu sem saber mamar. Por isso mesmo, esteve na unidade neonatal - afastado de mim - e apesar de eu ir lá de três em três horas dar peito, ele era alimentado por uma sonda com leite artificial.
Nesse momento mil macaquinhos assombraram a minha cabeça: Nunca vou conseguir alimentar o meu filho. O meu leite nunca vai subir. Sou péssima! E muitas lágrimas por aí fora... Ora, o que é certo, é que consegui dar leite materno ao Dinis apenas um mês.
Nunca foi em abundância e posso dizer que durante trinta dias, 18 horas eram relacionadas com leite: ou a amamentar (a tentar!) ou a retirar com a bomba. Posso dizer que fiz os possíveis e os impossíveis para que a coisa corresse bem, mas pelos vistos, não era por ali. 

Ele não se entendia com aquilo, ficava irritado e desatava a chorar fervorosamente. Eu entendia ainda menos e quando ele começava a chorar, ficava nervosa. Conclusão: Comecei a tirar o meu leite e dar com o biberão.
Esta foi então a segunda fase: Tirar leite durante 30 minutos, dar leite durante 30 minutos, pôr a arrotar mais 30 minutos e ficar com hora e meia até ao próximo biberão (mentalizem-se futuras mamãs!).
Tudo corria bem com este método até que comecei a ficar sem leite. 
Era cada vez menos. Eu ficava nervosa com isso porque queria alimentá-lo ao máximo e em exclusivo com o meu leite, mas era inevitável ter de começar a introduzir o leite artificial como suplemento. E assim, ao fim de um mês, começou a beber exclusivamente leite artificial porque o meu secou. Pura e simplesmente.
Por isso mães que não têm/não conseguem amamentar os vossos filhos, não se sintam mal com isso porque há inúmeros casos à vossa volta. 
Deixem de ler artigos sobre os benefícios do leite materno para a criança porque só vos vai deprimir (o que não é nada aconselhável nesta fase, porque a depressão pós-parto é outro tema que também tem de ser levado muito a sério neste período e são momentos como este que podem ajudá-la a despoletar).
Leite materno é bom quando há. Quando deixa de haver, vamos agradecer por estarmos num país de primeiro mundo com uma farmácia ou supermercado ao virar da esquina onde há sempre uma lata de leite artificial com a qual podemos alimentar o nosso filhote (ou não fosse o verbo desenrascar tipicamente português).

 

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Estações

11.02.16

Os ciclos fazem parte da vida. Aqui está o meu no último ano.

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Devo confessar que ainda me estou a habituar às rotinas.
Quando se tem um bebé é mesmo necessário que existam regras e horários para fazer as tarefas ou pode cair-se no maior caos doméstico (sim, já lá estive) e não saber para onde nos havemos virar. Por isso, após as duas horas de intenso trabalho matinal para pôr tudo em ordem, eis que chega a paz. O Dinis dorme, os gatos também e eu tiro fotos a este cenário bucólico que por aqui se passa.

Bom fim de semana minha gente.
T**

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Os dias

16.12.15

Os meus dias têm sido inteiramente dedicados à maternidade. Decidi que já que tenho este tempo, vou aproveitá-lo ao máximo para conhecer este pequeno ser - que cada dia adoro mais, diga-se.
Voltarei em força a escrever no blog em 2016. 
Por agora, deixo algumas imagens dos nossos passeios de fim de tarde por Lisboa.
T**

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Parto Induzido

26.11.15

Antes do nascimento do Dinis estive em dúvida sobre a indução do parto e até escrevi este post a falar sobre o assunto.
Hoje escrevo a segunda parte - o desfecho.
Então a minha decisão tendeu para o parto induzido após ter ponderado todos os prós e contras.
Os prós:
Como estava a sofrer não só com dores pélvicas terríveis mas também de stress a pensar quando seria a hora de ir a correr para a maternidade, esta foi sem dúvida uma ótima opção.
Quase pareceu a manhã de 25 de Dezembro, quando em criança me levantava feliz para ir brincar com os presentes que me tinham dado na noite anterior. Aqui, sabia que neste mesmo dia, teria o meu filho nos braços. Acordei tranquilamente ás 6h da manhã, tomei banho, peguei na mala sem o stress de pensar que poderia faltar alguma coisa, fomos de carro sem estar a pensar se está trânsito ou não e dêmos entrada no hospital sabendo que só sairíamos dali quando fôssemos três.
Foi-me administrado um comprimido, a dilatação começou, as águas rebentaram, pedi epidural (e tive!) - aliás, a coisa mais maravilhosa no momento em que as dores começam a ser realmente fortes - dilatação feita, entrei na sala de partos (parto vaginal) e pronto, o Dinis nasceu tal como estava programado.
Os contras:
Sem ter a certeza que seja uma causa/consequência, o que é certo é que o Dinis nasceu sem saber mamar. Ou seja, após ter nascido teve de ir para a unidade de neonatologia para ser alimentado por uma sonda.
Ainda hoje me pergunto se não terá sido cedo demais apesar de já estar com 39 semanas e 3 dias. As respostas são sempre que não tem nada a ver, que os rapazes são mais preguiçosos e que muitas vezes nascem ainda a pensar que estão na barriga da mãe, mas o que é certo é que foram três dias bastante angustiantes - não pela gravidade do caso - porque ele reagiu bem logo no primeiro dia e os restantes dois foram para se habituar a mim - mas porque não esteve comigo no meu quarto e sim numa incubadora a ser monitorizado de minuto a minuto (é claro que o baby blues me chegou com toda a força!).

Hoje tudo está bem e quase não me lembro destes poucos de dias menos bons. No entanto, fica o meu relato para quem esteja a ponderar a indução. Cada caso é um caso, este foi o meu.

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Há já algum tempo que faço as séries d'O espelho.
Comecei por fazê-lo para experimentar a camera nova mas rapidamente se tornou num registo de momentos marcantes da minha vida no último ano e pouco.
O mais engraçado é que em cada um destes registos está uma mulher diferente e isso nota-se. Desde a felicidade do pós-casamento às olheiras da recém-mãe tudo ficou ali documentado e eu lembro-me perfeitamente o que sentia em cada uma destas ocasiões.
Ora vejam:

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 Acabada de noivar (feliz e serena);

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No dia do casamento (feliz mas nervosa) - ®artfacts fotografia;

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Pós-casamento (feliz e confiante);

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Recém-mãe (cansada mas feliz!).

Se há três anos atrás me dissessem que estes seriam os acontecimentos de um ano na minha vida ter-me-ia rido até cair para o lado por não acreditar. Hoje garanto que foi uma mudança grande mas muito MUITO boa.
Façam os vossos registos! Vão ver que é engraçado.

T**

 




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O Dinis nasceu!
Os sentimentos são muitos e atabalhoados. Vão da alegria à estranheza, da ansiedade à felicidade tudo em menos de um minuto. É assim que me sinto a cada 60 segundos desde o momento em que o tive nos braços pela primeira vez. É um estado de êxtase constante.
Ele depende de mim e por mais estranho que me possa soar isto depois de 32 anos de existência, eu dependo dele desde o primeiro olhar.

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Estou a uma semana de entrar no terceiro e último trimestre da minha gravidez e ainda tudo me parece estranho. 
Por um lado tenho "a prova do crime" a crescer cada vez mais mesmo debaixo do meu nariz e a tirar-me toda a mobilidade, por outro a minha cabeça ainda não está completamente formatada para o que vai acontecer no prazo de 90 dias (90 DIAS!).
Nunca tantas alterações hormonais e físicas tinham acontecido no meu corpo e sinto-me uma montanha russa de emoções.
Tanto acordo com um sorriso nos lábios porque senti um pontapé que me faz lembrar que ele está ali, como entro em pânico se ao atravessar a estrada numa passadeira há um carro que vem mais rápido e demora mais tempo a parar. Fico com a sensação que não o conseguiria proteger e isso deixa-me nervosa (até ao próximo pontapé).
Depois há a questão do eu-consigo-fazer-tudo-como-se-não-tivesse-com-mais-uns-quantos-quilos-em-cima! 
As férias estão a ser programadas da mesma forma que foram o ano passado, os fins de semana são de praia, ainda há uns jantares fora a meio da semana mas o que é certo é que me parece que estou um pouco em negação e que (talvez!) no final de Agosto andar a fazer caminhadas pela montanha com um calor de 40 graus não seja já a melhor opção para os mais oito quilos que se avizinham, que devo arranjar uma cadeira de apoio para a praia porque levantar-me da toalha faz-me lembrar o que significa a palavra "cruzes" que me doem ainda na segunda-feira e que os jantares fora...bem...esses podem e devem continuar! Porque namorar faz bem à relação e daqui a três meses o mais provável é nem termos tempo nem energia para falarmos do que quer que seja um com o outro.
Depois ainda há aquele momento em que penso no parto, o próprio.
Nessa altura a única coisa que me ocorre pensar é "onde é que te foste meter" e quanto mais se avizinha mais constante é este pensamento.
Tenho a sensação que ainda haverá uma outra fase que será de raiva, agarrada a mão do João e que vou pensar "a culpa é toda tua!" mas isso serão cenas dos próximos episódios
.

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Já quase a acabar o segundo trimestre é altura de mostrar o progresso da pança. Pelo que me têm vindo a dizer o crescimento maior é mesmo nos últimos meses e nessa altura já estarei farta do barrigão. Por agora só posso dizer que se continuar assim, não me irá custar nada.
T**

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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