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Parto Induzido

26.11.15

Antes do nascimento do Dinis estive em dúvida sobre a indução do parto e até escrevi este post a falar sobre o assunto.
Hoje escrevo a segunda parte - o desfecho.
Então a minha decisão tendeu para o parto induzido após ter ponderado todos os prós e contras.
Os prós:
Como estava a sofrer não só com dores pélvicas terríveis mas também de stress a pensar quando seria a hora de ir a correr para a maternidade, esta foi sem dúvida uma ótima opção.
Quase pareceu a manhã de 25 de Dezembro, quando em criança me levantava feliz para ir brincar com os presentes que me tinham dado na noite anterior. Aqui, sabia que neste mesmo dia, teria o meu filho nos braços. Acordei tranquilamente ás 6h da manhã, tomei banho, peguei na mala sem o stress de pensar que poderia faltar alguma coisa, fomos de carro sem estar a pensar se está trânsito ou não e dêmos entrada no hospital sabendo que só sairíamos dali quando fôssemos três.
Foi-me administrado um comprimido, a dilatação começou, as águas rebentaram, pedi epidural (e tive!) - aliás, a coisa mais maravilhosa no momento em que as dores começam a ser realmente fortes - dilatação feita, entrei na sala de partos (parto vaginal) e pronto, o Dinis nasceu tal como estava programado.
Os contras:
Sem ter a certeza que seja uma causa/consequência, o que é certo é que o Dinis nasceu sem saber mamar. Ou seja, após ter nascido teve de ir para a unidade de neonatologia para ser alimentado por uma sonda.
Ainda hoje me pergunto se não terá sido cedo demais apesar de já estar com 39 semanas e 3 dias. As respostas são sempre que não tem nada a ver, que os rapazes são mais preguiçosos e que muitas vezes nascem ainda a pensar que estão na barriga da mãe, mas o que é certo é que foram três dias bastante angustiantes - não pela gravidade do caso - porque ele reagiu bem logo no primeiro dia e os restantes dois foram para se habituar a mim - mas porque não esteve comigo no meu quarto e sim numa incubadora a ser monitorizado de minuto a minuto (é claro que o baby blues me chegou com toda a força!).

Hoje tudo está bem e quase não me lembro destes poucos de dias menos bons. No entanto, fica o meu relato para quem esteja a ponderar a indução. Cada caso é um caso, este foi o meu.

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Esta semana tenho uma decisão para tomar que me está a levantar algumas questões que nunca antes tinha pensado.

Na segunda-feira passada fui fazer a consulta de rotina das 38 semanas (batimentos cardíacos do bebé tudo ok, tensão arterial também) só que a dificuldade em andar é cada vez maior e tornou-se uma tarefa bastante dolorosa. Ao enumerar esse ponto, a minha médica falou-me na possibilidade de induzir o parto para a semana que vem - 39 semanas - e assim não tenho que estar neste desconforto/sofrimento constante de parecer que tenho um camião TIR suspenso entre as pernas.
É uma decisão que só depende de mim, porque até agora o parto não apresenta risco nenhum para mim ou para o bebé, mas que me fez pesquisar um pouco sobre o assunto (parto induzido versus parto natural) e eis a lista de des/vantagens que tenho estado a fazer mentalmente:

Parto Induzido:
• Não há imprevistos nem stress de chegar ou não a tempo ao hospital;
• Não há ansiedade para mim com a entrada em trabalho de parto;
• A indução inicia o trabalho de parto (é o empurrão) mas não garante a dilatação necessária - na qual terão de partir para cesariana (o que acontece mais vezes);
• As dores/contrações são mais fortes apesar de ser menos tempo de trabalho de parto;
• Um parto induzido não significa que não possa ser um parto natural.

Parto Natural:
• O corpo vai-se adaptando naturalmente para o que vai acontecer;
• O bebé é que irá ditar quando deixa de estar confortável no útero da mãe;
• Podem existir vários sinais de falso alarme que nos leva ao hospital sem ser ainda tempo para isso;
• Provoca uma maior ansiedade na grávida;
• Pode acontecer até às 42 semanas (que para uma grávida parece uma eternidade);

Tenho até segunda-feira para tomar a minha decisão - isto se o Dinis não se lembrar de nascer antes - mas estou a tender para fazer a indução. 
Contem-me o que sabem, experiências de situações similares, desfechos, etc.
Ficarei muito agradecida a todos.

(PS - Epidural sempre! Disso não tenho dúvidas!)

T**



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por TERESA SERRANO - este é um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".

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