Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Estou a fazer este texto agora. Apenas está a levar o tempo de ser escrito e pressionar o botão "Publicar".
Nada disto foi estudado, anotado, rasurado... está em bruto, como todos os pensamentos flashantes que visitam o meu cérebro a cada segundo.
Por vezes penso, porque escrevo este blog?
Para quê estar a perder tempo a escrever seja aquilo que for quando na verdade todos temos uma opinião diferente e atrás do nosso teclado e tão fácil e confortável poder escrever comentários ultrajantes quando a opinião não coincide com a nossa?
Para quê perder tempo a pensar no que escrever e fazê-lo de forma civilizada e coerente quando na verdade, para um comentador de bancada bastam 20 segundos para me chamar mentecapta?
Para quê pensar em conteúdos atuais quando na verdade o que interessa mesmo é o erro ortográfico (que não fica bem, é verdade!) mas que pode ser corrigido/editado no minuto seguinte?
Para quê passar testemunhos reais para que se entenda o que se passa no nosso País/cidade/rua como fiz neste post, quando na realidade em 30 segundos se lê um texto na diagonal sem se perceber sequer a conclusão e o comentário é: Se estás mal, muda-te!?
Para quê escrever crónicas para nos rirmos de nós próprios, aliás foi o mote deste blog - quando na verdade os portugueses não têm sentido de humor? 
Agora pergunto: Mas porquê? E o porquê que não seja entendido como porque é que comentam. O porquê é antes porquê essa agressividade atrás do teclado?
As opiniões são para ser dadas (contra, a favor, tanto faz!) mas porquê deixar de se ter modos só porque não estamos cara-a-cara? Que raiva é essa que só é incontrolável entre a ponta dos dedos e as teclas mas que quando é para ser manifestada publicamente, seja em eleições ou outros atos públicos deixa de existir para dar lugar à inércia?
Hoje o texto é este. Hoje é o possível. No entanto, não gosto de desistir e muito menos que me obriguem a desistir. Por isso amanhã continuarei a escrever e depois de amanhã e depois.
A quem me lê, concorde ou não com o que escrevo, apenas desejo que sejam felizes. Porque a felicidade traz paz interior e controla as pontas dos dedos de espalhar raiva cibernética.
T**

Autoria e outros dados (tags, etc)

arvores_somos_nozze.jpg

 

Este último mês tem sido muito intenso. Muitas decisões foram e estão a ser tomadas. Umas impostas e outras porque é agora que fazem sentido.
Duas novas vidas começaram e uma outra pensou que iria deixar de existir...
É o mês em que vou ficar sem o meu trabalho das 9 às 5. O mês em que a agência decidiu que o departamento criativo já não era necessário (ou renovável).
O mês em que todos os trabalhos são urgentes de acabar. O "asap" é o "cumprimentos" no final de cada email.
Quando na realidade, a urgência é que estes trabalhos saiam rapidamente destes discos rígidos para não terem de se enfrentar mais estas pessoas que trabalham com estes computadores.
É o mês em que de criativo se passa a gestor. Porque cada valor é negociado como se de uma feira se tratasse e cada tostão conta (e como detesto esta feira...). 
É urgente que se acabe estas negociações rápido para não sermos mais um custo nesta gestão de euros (ou falta deles).
Tudo é urgente, tudo urge.
No meio desta inflação de sentimentos revestidos de números, houveram dois nascimentos de duas lindas sobrinhas. Isso sim é urgente. A Vida. É com estas duas pequenas vidas que faz sentido rir ou chorar se as coisas não correm tão bem.
Este também foi o mês em que o meu primo decidiu não saltar mais de pára-quedas, apesar dos milhares de saltos que já fez. Porque a avioneta onde voava caíu e ele foi um dos sobreviventes. Isso sim é uma decisão de Vida. De urgência de viver. 
Com estes acontecimentos todos, os "asps" dos emails que mais parecem alertas vermelhos de prioridades máximas de catástrofes naturais anunciadas, passaram a ser apenas ridículos. Porque urgente mesmo urgente...só mesmo a Vida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Screen Shot 2016-05-30 at 11.00.21.png
Imagem retirada do artigo do Público sobre o tema.


A sério que me andei a conter durante semanas para não escrever nenhum post sobre esta polémica dos cortes de financiamento aos colégios privados, mas hoje tem mesmo de ser. 

Depois da manifestação deste domingo, também eu, cidadã portuguesa que pago os meus impostos, tenho o direito de demonstrar o meu desagrado quanto ao desfile de caras-de-pau que aquilo foi.
Ora para que fique bem claro, eu estudei num colégio privado durante cinco anos e gostei muito de lá andar. Se tiver possibilidade, o meu filho irá estudar no mesmo colégio. Tenho um "se" no início da frase como podem ver. Porque se não conseguir pagar a mensalidade, irá para o público e sem problema nenhum!
Durante os cinco anos que estudei num colégio privado, os meus pais (de classe média) decidiram abdicar de férias ou até comprar um carro novo (tiveram o mesmo durante vinte anos) para - como eles dizem - pagarem a propina antecipada da faculdade. Fico-lhes muito grata por isso. Eles pagaram escudo a escudo o total de todas as mensalidades durante estes cinco anos. Por isso, tenho o direito de achar esta manifestação, no mínimo, ridícula.
Tão ridícula como se agora a comunidade travesti decidisse fazer uma manifestação de desagrado por não lhes financiarem as lantejoulas necessárias para os seus magníficos vestidos. Mais ridícula do que a marcha da marijuana, em que os carochos apenas pedem a despenalização de drogas leves (sem com isso pedirem para que lhes financiem os estupefacientes!). Acham estas comparações despropositadas? Talvez não... Enfim, portugalidades.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Uma das coisas que mais prazer me dá é ver Portugal a mexer. Pessoas que não baixam os braços perante a crise instalada na economia portuguesa e tentam ir mais além. Ora se já o fizemos nos Descobrimentos, porque não fazê-lo agora navegando pelo gigantesco mundo da internet? É o que faz a marca Mister DOE. 
A Mister DOE é uma marca de mobiliário de luxo de São João da Madeira, exclusivamente vendida online e que pretende chegar ao mercado global (aplausos a isso!). E nada melhor do que a sua primeira coleção de mobiliário para mostrar a qualidade e originalidade das peças executadas sobre um belo conceito - a coleção Dinastia.
Esta coleção conta a história da monarquia portuguesa da melhor forma que o poderia fazer - através da arte de moldar conceitos em peças. É claro que a minha peça preferida é a D. Dinis (vá-se lá perceber porquê!), mas para além desta há muitas outras de se lhe tirar o chapéu, como o canapé D. Maria I (peça premiada), o banco D. Sebastião ou o candeeiro D. Amélia I.
Ficam as Imagens das peças para se deliciarem, mas vale a pena dar uma vista de olhos no site.

03_MisterDoe (1).jpg

Peça D. Dinis  

d-maria-arm-chair (1).jpgPeça D. Maria I

stool-d-sebastiao.jpgPeça D. Sebastião

Bravo Mister Doe! Se o objetivo era tocar na alma das pessoas, na minha tocou!

T**

Autoria e outros dados (tags, etc)

ZE_BIBI.jpg

Sou (ou melhor, era) fã de reality shows desde o Big Brother 1. Foi há 16 anos atrás e ainda me lembro de quase todos os nomes dos concorrentes. 

O que me deixou aficionada a este tipo de programa foi o lado sociológico da coisa. Ver como diferentes tipos de pessoas lidavam umas com as outras num ambiente fechado e com todas as privações que sofriam. Ver o comportamento do ser humano "em cativeiro". E o que é certo, é que nestes primeiros programas haviam realmente privações se não superassem as provas. Faltava tabaco, comida, água quente e informação do exterior (eu lembro-me de estarem a fumar relva porque não superaram uma prova e por isso não tiveram direito a cigarros e lembro-me também de ter acontecido o 11 de Setembro e os concorrentes dessa edição só souberam quando iam sendo eliminados do jogo). Também me lembro que o primeiro casal a ter relações sexuais na casa teve direito a notícia do jornal nacional no dia seguinte (e que eu assisti na TV do bar do liceu - bastante pedagógico, diga-se de passagem!) - mas até isso era interessante porque os concorrentes não tinham noção do êxito que o programa estava a ter e fizeram-no porque esqueceram as câmaras e deixaram-se levar pelos sentimentos/necessidades.
Bastante diferente dos reality shows de hoje. Sinceramente, deixei de conseguir ver mais de dois minutos de emissão porque só se ouvem gritos e discussões, óculos escuros e mamas de silicone. Os concorrentes repetem-se de edição para edição (quanto mais arruaceiros forem, melhor), entram já com clube de fãs e parece que foram todos pescados na mesma discoteca. Elas vão todas ao mesmo cabeleireiro e cirurgião, eles parecem andar todos no mesmo ginásio. Não sentem falta de nada do exterior porque na casa também há espelhos (para onde todos estão sempre a olhar - eles a fazer pose de homem rijos, elas a arranjar a tanga).
Entram no programa à procura dos seus quinze minutos de fama e de seis meses a fazer presenças em discotecas. Não há qualquer resquício de interesse por alguma coisa mais que não seja o corpo, sexo e nomeações. A única escola que têm é mesmo a escola da vida onde aprenderam a ser espertos (e até conseguem mostrá-lo ao nomear a namorada porque vão para ali para jogar e assim mostram a sua "estratégia"), mas saberem quem é o primeiro ministro de Portugal já é uma tarefa muito, muuuuuiiito complicada. 
Quando são interrogados com perguntas de cultura geral, 90% não sabe responder e no fim ainda se riem disso mesmo. No entanto, conseguem preencher uma folha de excel com os nomes dos ex-casos que já tiveram...
Quanto a isto, não tenho nada contra. Não gosto do que vejo, mudo de canal. No entanto, faz-me alguma confusão que num programa que está a ter emissão em direto num domingo à noite/segunda-feira de madrugada esteja uma criança de um ano a chorar entre holofotes e câmaras quando na realidade devia estar na cama a ser aconchegado pelos pais (que estão mais interessados em lavar roupa suja para Portugal inteiro do que ver os primeiros passos do filho). Enfim, portugalidades...


Autoria e outros dados (tags, etc)

legislativas2015.png

Este fim de semana decidi fazer algo diferente - até porque não posso fazer grande coisa porque a minha mobilidade já está bastante reduzida. 

Decidi refletir sobre o meu voto do próximo domingo (isto se não estiver no hospital a parir o meu filho) e assim serei apenas mais um número na enorme abstenção que existe no País (41,1% em 2011). 
Ora digamos que a natalidade é para mim o assunto do dia e por isso vai ser esse o principal fator do meu voto para os próximos quatro anos.
Ora então vamos a factos:


Estão a nascer mais bebés em Portugal este ano! Notícia TVI24 de 13 de Julho de 2015)
YEAH!Tão bom! Mais bebés!! Mas espera aí...porquê?
Estamos a ganhar mais?
Não. Hum ok.

O Governo tomou alguma medida nova em relação à baixa natalidade do País?
Bem...tomar, tomar...não tomou MAS têm umas quantas intenções no bolso caso sejam reeleitos. (A receita do PSD e CDS para aumentar a natalidade -notícia Observador de 10 de Abril de 2015). Hum...ok.

Vai existir abono de família para todas as famílias?
Não. Hum ok.

As IPSS's estão a funcionar para todos finalmente e sem listas de espera?
Não. (Creches sociais entupidas com milhares de candidaturas de famílias - notícia do Diário de Notícias de 18 de Maio de 2015). Hum ok.

Bem, digamos que isto não está fácil para a minha tomada de decisão MAS que não se preocupe o nosso querido Presidente da República que não será esta a razão para não ir votar, nem a praia, nem o futebol...( Futebol no dia das eleições deixou Cavaco surpreendido - notícia do Diário de Notícias de 11 de Setembro de 2015). Hum ok.

E assim vos desejo uma ótima semana.
T**

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não que seja dada à religião mas o ditado "Deus escreve certo por linhas tortas" aplica-se na perfeição a este assunto.
Para quem não se lembra, a polémica começou com um inocente artigo da revista do Expresso de 27 de Julho de 2013 sobre a Comporta "o refúgio hippie-chique" em que alguns membros da família Espírito Santo falavam sobre o estilo de vida modesto que tinham nas suas segundas residências num sítio muito pacato e simples, onde viviam a calma dos dias entre a praia, jantaradas nos restaurantes do sítio e compras nas lojas de velharias do sr.-não-sei-das-quantas. Tudo muito bem até aqui, digamos que o discurso era como é óbvio betó-cliché, mas (sei lá!) suportável. Eis senão quando aparece então o testemunho da Sô Dôna Cristina Espírito Santo a dizer que ali era como "brincar aos pobrezinhos" e há ainda um outro testemunho de uma outra Sô Dôna a dizer que os mosquitos que por ali pairavam até eram bons para afastar o povinho. E foi aqui que estalou o verniz (mesmo que seja Chanel, também estala!).
A opinião pública passou-se (e com razão!) e o que é certo é dois anos depois, a Comporta volta à imprensa nacional. Desta vez o título da Visão de hoje - 6 de Agosto de 2015 - é: Comporta, "a brincadeira acabou".
Não me vou prolongar muito mais neste texto, até porque não consigo ser imparcial e esta fábula à portuguesa enerva solenemente.
Deixo-vos as capas e finalizo como comecei "Deus escreve certo por linhas tortas" e ainda posso juntar mais dois ditados populares "quem ri por último, ri melhor" e "quanto mais alto se sobe maior é a queda".
Tenho dito!

mw-860.jpg

visao-2015-08-06-19581e.jpg

 



Autoria e outros dados (tags, etc)

Penha Garcia para mim é mais do que o sítio onde vou passar uns dias. É a terra onde os meus pais nasceram, onde estão todas as minhas raízes e enterrados os meus antepassados.
Manter esta aldeia viva para mim é perpetuar o legado que me tem sido passado pela minha família.
É aqui que quero mostrar ao meu filho de onde vem a alface que está na mesa, o leite que bebe ao pequeno almoço. É aqui que lhe vou mostrar o chafariz onde a bisavó ia buscar água, onde lhe irei comprar pão no forno comunitário - o mesmo onde a minha avó ia comprar pão para mim, nadar no Pêgo onde o avô aprendeu a nadar.

Mas para além da minha história existe muito mais nesta pequena aldeia. Existe uma beleza natural incomparável para além de séculos de História.
Para quem não conhece aqui fica uma vista aérea da aldeia onde temos o nosso refúgio.
Visitem que não se vão arrepender.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Portugalidades

08.07.15

Portugal, país de memória curta apesar da nossa tão patriótica palavra Saudade. Ou será que faz sentido por sermos uns saudosistas natos que tudo se esquece aquando da morte de alguém?
A sério que não entendo muito bem como se passa de besta a bestial tão facilmente sem se passar pela casa partida como por cá.
Falo hoje deste tema pela notícia da morte de Maria Barroso (não tendo eu uma opinião formada sobre a eterna primeira-dama) para a qual todos os telejornais já tinham uma peça feita com pedaços de entrevistas dadas pela mesma, com frases feitas já selecionadas sobre a felicidade, família, liberdade e ser mulher. Nada contra... mas a família Soares não tem estado nos noticiários pelos melhores motivos nos últimos anos. Ninguém se lembra disso?
Ninguém se lembra do que se passou há uns oito meses atrás, quando Mário Soares visitou José Sócrates no estabelecimento prisional de Évora mostrando o seu apoio incondicional ao recluso? Quando inúmeras críticas surgiram acusando-o de senilidade e que já estava na hora de arrumar as botas e estar caladinho (em público) e que discursos destes iriam destruir a imagem de ex-presidente respeitado?
E da Fundação Mário Soares e todos os bens pertencentes à mesma que também foram notícia e que provocaram insultos cibernéticos aguçados à família com comentários do tipo "assim também eu!","eles comem tudo e não deixam nada!"? Ninguém se lembra? A sério que ninguém se lembra?
Mais uma vez sublinho que não tenho nada a dizer sobre Maria Barroso, mas cantada em uníssono como se faz por estes dias de norte a sul do país parece-me mais a Marselhesa de Portugal. Não que não o tenha sido! Só não entendo os altos e baixos jornalísticos que o povo adora. Faça-se jornalismo de informação, não informação sensacionalista. Este é o ponto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Café Central

17.06.15

Quem nunca se cruzou com um Café Central por este Portugal fora?
Há já algum tempo que reparei e tenho vindo a registar todas as fachadas de cafés centrais com que me cruzo nas nossas viagens de carro pelo país. Alguns já estão completamente desativados mas outros continuam a ser o ponto de encontro da aldeia ou vila. Muda o toldo ou o tipo de letra, patrocinados pela Fanta ou pelo Buondi, mas que os há, há!
Caso queiram ajudar-me a completar este álbum à portuguesa, enviem-me uma foto da fachada do café central com o qual se cruzaram ou mais perto de vocês (não se esqueçam sempre de identificar a localidade onde está e o nome do autor da foto). Tenho a sensação que devem existir por aí umas boas centenas deles. Aqui fica a minha contribuição até agora.

CC_MERTOLA_700.jpg
Mértola

CC_MINAS_DE_S.DOMINGOS_700.jpg

Minas de S. Domingos

CC_SERPA_700.jpg

Serpa

CC_CARDIGOS_700.jpg

Cardigos

CC_SARZEDAS_700.jpg

Sarzedas

CC_REGUENGOS_DE_MONSARAZ_700.jpg

Reguengos de Monsaraz

Na parte que me toca, posso-vos garantir que a pesquisa vai continuar!



Autoria e outros dados (tags, etc)


Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


Tradução/Translate


I Saw Jesus in a Toast

Blogs

Tumblr


Pesquisar

  Pesquisar no Blog


Bloglovin