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O tema começa a ser recorrente entre os moradores dos bairros históricos (e menos históricos) de Lisboa. "-Isto está a ficar impossível", "-Estou farto(a) de tuk-tuk's até à ponta dos cabelos","- Estive uma hora preso(a) no trânsito por causa das obras", entre muitas outras linhas de diálogos que se ouvem entre vizinhos ou em conversa de café.


E realmente está mesmo impossível...

 

Vim morar para Alfama em 2012 e o meu grande problema nessa altura era o mês dos Santos Populares. Santa preocupação essa, comparada com as minhas preocupações hoje em dia. Para somar aos então trinta dias das festas da cidade tenho, neste momento, de me preocupar com:


• Se consigo sair da minha rua, porque está sempre trancada com tuk-tuk's, táxis e autocarros de turísmo. Com muita sorte que possa ter é apenas uma fila, outras vezes tenho menos sorte e há ainda uma segunda ou terceira fila. E ai de mim que me dê para buzinar! Aí, tenho os guias turísticos todos a mandar-me faíscas com o olhar porque lhes estou a espantar a clientela e que bela imagem estou eu a passar dos lisboetas! Isto se não levar com dois ou três palavrões do taxista para me acalmar.

• Se consigo não atropelar ninguém, quer esteja a pé ou de carro. 


• Se consigo chegar a casa pelo trajeto "normal", porque nunca se sabe quando vai haver uma corrida (noturna, diurna, a galope) que fecha todos os acessos à minha rua.

• Se consigo estacionar ao pé de casa, porque entretanto podem haver filmagens de anúncios, filmes, séries, telenovelas no dia seguinte e todos os lugares de estacionamento ficam reservados para o staff. 

 

• Se consigo dormir, porque o apartamento de cima está em regime de airbnb e nunca se sabe se será apenas um casal de velhinhos alemães a alugar a casa ou a turma de finalistas do 12º ano de ingleses mortinhos por perderem a virgindade e vomitarem da varanda (tudo isto com banda sonora dos House of Pain - Jump around, que eles adoram acompanhar cantando e pulando ao mesmo tempo no soalho de madeira de mil-oitocentos-e-troca-o-passo mesmo por cima da minha cabeça).

As preocupações são estas, por enquanto. Ainda não chegou o dia em que o senhorio me comunica que tenho de abandonar o apartamento porque vai vender o prédio para ser construído um hotel, como já está a acontecer no prédio ao lado e no da frente. Posso ainda mencionar o barulho de batoneiras a trabalhar desde as oito da manhã que entram pela janela e se instala no ouvido o dia todo...

Resumindo, alguém vai ter de ceder. E cheira-me que, mais cedo ao mais tarde, serei eu...

 

Por agora, restam-me as palavras (sábias?) de um polícia que estava a cortar o trânsito na minha rua depois de eu me queixar que era sempre a mesma coisa: "- Quem lhe manda morar em Alfama?".

E é isto, meus senhores!

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Este último mês tem sido muito intenso. Muitas decisões foram e estão a ser tomadas. Umas impostas e outras porque é agora que fazem sentido.
Duas novas vidas começaram e uma outra pensou que iria deixar de existir...
É o mês em que vou ficar sem o meu trabalho das 9 às 5. O mês em que a agência decidiu que o departamento criativo já não era necessário (ou renovável).
O mês em que todos os trabalhos são urgentes de acabar. O "asap" é o "cumprimentos" no final de cada email.
Quando na realidade, a urgência é que estes trabalhos saiam rapidamente destes discos rígidos para não terem de se enfrentar mais estas pessoas que trabalham com estes computadores.
É o mês em que de criativo se passa a gestor. Porque cada valor é negociado como se de uma feira se tratasse e cada tostão conta (e como detesto esta feira...). 
É urgente que se acabe estas negociações rápido para não sermos mais um custo nesta gestão de euros (ou falta deles).
Tudo é urgente, tudo urge.
No meio desta inflação de sentimentos revestidos de números, houveram dois nascimentos de duas lindas sobrinhas. Isso sim é urgente. A Vida. É com estas duas pequenas vidas que faz sentido rir ou chorar se as coisas não correm tão bem.
Este também foi o mês em que o meu primo decidiu não saltar mais de pára-quedas, apesar dos milhares de saltos que já fez. Porque a avioneta onde voava caíu e ele foi um dos sobreviventes. Isso sim é uma decisão de Vida. De urgência de viver. 
Com estes acontecimentos todos, os "asps" dos emails que mais parecem alertas vermelhos de prioridades máximas de catástrofes naturais anunciadas, passaram a ser apenas ridículos. Porque urgente mesmo urgente...só mesmo a Vida.

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Baloiços

23.05.16

Quem disse que os baloiços são só para crianças? Pois, engana-se.

Hoje fiquem com 5 diferentes formas de ter baloiços em casa e em que nenhuma delas passa pelo quarto dos mais pequenos.

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Espero que gostem!
T** 

 

 

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Foi no final de Outubro de 2014 que comecei a escrever o Crónicas Web -2.0.
Tinha um objetivo muito bem delineado sobre o que queria fazer com este blog - dar a conhecer o meu trabalho de ilustração e semanalmente escrever uns textos sarcasticó-humoristícos aos quais chamei crónicas. Com o passar do tempo e depois de alguns posts mais pessoais que tiveram bastante aceitação por parte dos leitores, fui mostrando um pouquinho do que é a minha vida, os meus gatos, o meu maridão e mais recentemente todo o processo que foi a minha gravidez.

O balanço deste primeiro ano é muito positivo. Gosto de escrever e ter retorno do que escrevo (mesmo que por vezes não consiga responder a todos os comentários). Gosto da interação que existe entre blogs/bloggers que a Sapo Blogs promove (e muito bem!). Gosto de pensar nos conteúdos, de agendar posts, de fazer dos meus fins de semana reportagens fotográficas, que os meus amigos me dêem ideias para posts em conversas do dia a dia. Gosto dos emails que recebo de leitores que ao lerem o meu blog sentem que me conhecem e me pedem conselhos. 
Por isso tudo o que mencionei em cima só posso prometer que vou continuar a postar (pode não ser com a mesma frequência que antes, mas ter um recém-nascido não deixa tempo para muita coisa).
Concluo com um feliz aniversário a mim e um obrigada a vocês.

T**

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Um blog de experiências do dia-a-dia com um toque de sarcasmo e ilustrado por uma designer que " Quando-for-grande-quer-ser-ilustradora".


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I Saw Jesus in a Toast

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