Todos os direitos sobre imagens (ilustrações) e texto são reservados à autora do blog ® Teresa Serrano
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Hoje falo sobre um assunto que costuma ser polémico mas que pouco se faz para ser resolvido até porque é incómodo e se não se falar vai passando despercebido: ser mulher num mundo de trabalho gerido por homens.
Ora isto é tudo muito bonito, temos uma equipa 50/50 mas quando chega a hora da graxa ao chefe é bom que se tenha um clube de eleição e ser do Sporting costuma cair muito bem ao patronato.
Se assim não for é melhor irem antes para a máquina do café falar das compras que fizeram nos saldos da Zara porque não pertences ao grupo "menina-não-entra".
Mas, e se também não fizeres parte do grupo dos saldos da Zara?
Bem, isso fica só complicado de gerir entre as mulheres mesmo, porque do grupo das pilinhas estás excluída na mesma - tens TPM ou lá aquela coisa que as mulheres deles também têm (das quais eles fogem a sete pés e vão beber gins com os amigos para um bar).
Então mas vamos pôr de parte esses pequenos pormenores e vamos lá falar de métodos de trabalhos porque na realidade é isso que interessa (certo?).
As mulheres são multitasking - qualidade muito apreciada em casa porque tanto conseguem pagar as contas da água, gás, como ir à manicure durante a hora de almoço, como cuidar das crianças e ainda ir à lavandaria buscar as camisas engomadas para a semana inteira de trabalho do homem.
Já no trabalho conseguir responder às tarefas enquanto se pensa o que fazer para o jantar e sair a horas de ir buscar os miúdos ao infantário não é assim tão fixe... porque não estás 100% empenhada no projeto. Prefiro antes trabalhar com o Pedrinho e ainda vamos dar uma surfada antes de vir para o escritório.
E progressão na carreira, como é?
Epá... as mulheres a certa altura começam a pensar casar e ter filhos... passam as horas de almoço a fazer pesquisas no pinterest sobre coisas para a vida pessoal delas... vamos antes escolher ali o Paulinho que tem sangue na guelra (o puto faz-se!) e até gosta dos vídeos que lhe costumo mostrar no youtube. É assim mêmo granda Paulinho!
E por hoje aqui fica a minha pequena dissertação sobre o ser mulher num mundo de trabalho gerido por homens.
Este fim de semana acabei por sair com as miúdas...e acabei porquê? Porque não estava nada combinado. Não era um daqueles encontros do Rapaz-Não-Entra, mais que combinado há quinze dias em que todas desmarcamos jantares na casa dos pais, o chá com a tia e a festa de anos do afilhado. Foi pura e simplesmente o acaso de estarmos juntas e fomos ficando, ficando e pronto! Começa a diversão.
Já em amena cavaqueira entre o "...onde vamos a seguir..." e mais uma cerveja, eis que surge o "lamento" da J.: "...Vamos para aí? No outro dia passei nesse sítio e ouvi um miúdo dizer que a mãe dele tem um casaco igual ao meu..."(Claro que isso não foi impedimento nenhum e lá fomos, depois de bastantes gargalhadas à conta do assunto). Mas a questão manteve-se. "...Há tanto tempo que não saíamos assim! Como é possível agora adormecermos no sofá numa sexta-feira à noite?..." E a verdade é que, por vezes, nos acomodamos um pouco e fica fácil não sair porque está a chover, está frio, estamos constipadas, mas a contrapartida é tão boa. E na verdade, a idade é mais um preconceito do que uma condição física (pelo menos por agora), portanto, vamos aproveitar. Convém, no entanto, perceber que o dia seguinte (esse sim por causa da idade) não é um dia fácil... E o resultado final deste encontro foi um brinde com Coca-Cola no domingo.
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® Não sei de quem são os direitos desta imagem, se alguém souber, por favor, informem-me.

®Teresa Serrano
Entras numa loja de roupa porque tens de comprar o vestido para o casamento da tua prima afastada e vais direta para o canto mais vazio para poderes estar à vontade a ver as peças sem estares com a Jennifer Lopez a gritar-te aos ouvidos. No entanto, em cinco segundos deixas de estar sozinha nesse canto e estás rodeada de - pelo menos - cinco amiguinhas que (curiosamente) também estão a tentar abarbatar-se ao vestido que tens na mão.
Tens duas hipóteses:
Ou entras no confronto direto e agarras-te ao vestido com unhas e dentes e corres para o provador (o estabelecimento agradece porque tem de reforçar o stock);
Ou fazes-te desinteressada e vais para o outro lado da loja, sempre com as amiguinhas avistadas pelo canto do olho e quando elas dispersarem, voltas ao local do crime e podes finalmente apreciá-lo (mas sem mostrar muito interesse, senão haverá sempre uma delas que volta à carga).
E assim se fazem tendências no universo feminino...
Moral da estória:
A galinha da vizinha parece sempre uma Chanel.