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® Teresa Serrano
Não há nada mais entediante do que estar a falar com um Entendido em Música Indie, tanto mais quando - de bandas indie - não percebes um chavelho. A conversa (ou monólogo) entra no auge quando ele (o Entendido) se apercebe que estás mais perdido que o Bambi à procura da mãe e é aí que ele começa a sacar dos nomes esquisitos.
- Mas tu não conheces os Risens&Frozens??? Como é que é possível?!? - diz o Entendido - Nem os Frolic&Craizens? E Dude Frikens??? Nunca viste Drilens ao vivo? Nem Strepsils no Coliseu?
Tu respondes:
- Não. O meu ídolo da pré-adolescência era o Jon Bon Jovi e até gosto de bandas mainstream para falar verdade...
Aqui o Indie Entendido começa a ficar branco e calado, enquanto enrola um cigarro e segura a mortalha entre os lábios e te olha nos olhos. Quando finalmente acende o cigarro, inala um gigante gole de fumo e diz dramaticamente:
-Mainstream não faz parte do meu vocabulário, o Jon Bon Jovi devia ter sido comido pelo Pacman porque é uma blasfémia ao verdadeiro sentido da música, portanto, acho que não temos mais nada a falar. Vou-me embora porque tenho de ir ali ao alfarrabista comprar a primeira edição do Blitz (versão jornal, está claro!) e voltamos a falar quando souberes quem era o Ian Curtis, ok?
Moral da estória:
Nunca mencionar que a Baby Spice era a tua preferida.